quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Comendo égua e outros Bichos COMPLETO

Qué sabe chega de ficar postando por partes, la vai o omendo égua completo!

NICO:
Deixei, faz tempo, a punheta,
que há muito não tinha trégua
e me amiguei com uma égua
bragada, lerda e maceta
com um rasgão na buceta
que media mais de légua. . .

O MAGRO:
Tudo depende de gosto
neste mundão sem fronteira.
Quanta china tafuleira,
saiúda e de boa anca
- segredo que não se explica -
não tem o gosto da crica
de um recavém de potranca!

Quanta vez, quando piazote,
só pra vé o fundo da toca
socava meia mandioca
na racha desta bragada,
e ali no maís, sem delonga,
socava também a chonga
prá não perder a bolada.

CHIMANGO:
Lá no fundo do potreiro,
contra um angico caído,
é assim que tenho fodido
quase até que diariamente,
e às vezes fico temente
que dessa fodologia
me surja lá um belo dia
um potrilho meio gente. . .

O MAGRO:
Tem aìnda um outro jeito,
les digo sincero e franco
- procuro um meio barranco
e encosto a égua de ré.
E empurro a piça - segura! -
mais enristada e mais dura
do que a lança de Sepé!

CHIMANGO:
Até na beira da estrada
eu já fodi, me bombeando,
e quanta vez, acabando,
já sentindo a comichão
num último estremeção
qualquer fungo de cachorro
me viu com cara de sorro
saltar de chonga na mão!

MANDUCA:
Abandonei a bragada
pois todo o pago sabia,
do cambicho o povo ria
e a bragada se gabava. . .
Cola erguida, relinchando,
vinha ao trote, me chamando,
quando "lejos" me avistava. . . ("lejos" = longe)

Mas de todas essas éguas
que ergui na ponta da piça,
foi a tordilha petiça
que maior gozo me deu.
Pois a diaba se deitava
e relinchando acabava
no mesmo sonho que eu. . .

O MAGRO:
Faz bem pouco - e bem me lembro
quando tocava prá um chicho,
me veio o diário capricho
de barranquear a potranca.
Mas quando empurrei-lhe o cacho
me largou um churrio macho
na velha bombacha branca. . .

Mas eu não vi o desastre
e assim, no baile chegando,
só vi china se espiando
e um velho, meio arreliado,
que me atacava e dizia!
- Em baile onde tem "famia"
não se aceita homem cagado!

O CHIBEIRO:
(Paciente de um mesmo caso)

Eu fiquei desenxavido
quando me senti cagado.
Fiquei meio encabulado,
tive que me desculpar.
- O senhor não vá pensar
que vim assim prá deboche,
mas tava tão bom o "coche"
que não vi ela cagar...
- Senão eu nem tinha vindo
neste baile familiar.

Mas a égua vai pagar
o fiasco que cometi.
Lá no Passo do Butuhy,
no primeiro tacurú
vou foder ela no cu
prá nunca mais se exibi...

2º ATO
Em Cena: Os "tarados", a um canto, sestrosos com a chegada de um novo personagem: o "Moralista" :

O MORALISTA:
Oh, poetas que cantais
velhas cópulas eqüinas,
olvidando outras vaginas,
que numa escala ascendente,
vos deram gozos candentes
no lupanar das campinas!
Eu que venero o passado
não cometo esta injustiça.

Consulto, pois, minha piça
cuja cabeça se anima
e bem melhor que a de cima
inda canta e não enguiça.

Lembro as primeiras punhetas
que findavam em "cosquinha"
calientes cus de galinhas
que eu fodi a valer
e o inigualável prazer,
- pelando a piça travessa -
de destapar a cabeça
prá um guaipeca lamber.

E as cadelas que eu comia
no meu tempo de menino!
Verdadeiro harém canino
que eu mantinha no galpão.

Só uma cachorra bandida
certa vez de uma mordìda,
quase me deixa capão!
Depois passei para ovelha
a quem não dava quartel.

Mas a eterna lua de mel
que com uma porca mantive
é lembrança que ainda vive
do meu campeiro bordel...

(Nesta altura os "tarados" mudam o nome
do "Moralista". . . para "Especialista")

Por fim a revelação
do prazer de comer égua,
quando a orgânica régua
de cabeça colorada
se transfìgurava na espada
de arremetida mui macha
- piça criada em bombacha,
pau do tempo do barato!

(Se o teu passado retrato
minha lembrança se alonga,
pois por ti, velha pichonga,
passou uma fauna tão vasta
que a memória se desgasta
em mental masturbação...)

E para a ejaculação
desta foda no passado,
vos digo, oh poetas tarados,
para concluir a lista,
que já fodi angolista,
pato, marreco e peru,
e pra se sincero e cru
- verdade que não escondo -
só não fodi marimbondo
porque tem ferrão no cu!

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